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sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Protesto de mesquinhas


A historia do Brasil é salpicados com ondas de protesto que conta do país. Podemos começar pela Greve Geral de 1917, Greve da Meia Passagem 1979, Passeata dos Cem Mil 1968, Greve de 1988, caras-pintadas 1992, Tumultos na CPTM em 1996, Marcha dos 100 mil de Brasília em 1999, Greve da FFLCH 2002, Revolta da Catraca 2004, greves em universidades públicas brasileiras 2007, reintegração de posse do prédio da reitoria da Universidade de São Paulo 2011, e por fim protestos no Brasil em 2013.

Cada luta com sua característica voto direto, impeachment Fernando Collor de Mello e agora os protestos contra o aumento das passagens, contra a corrupção e contra a PEC 37. No inicio do século passado as manifestações eram convocados boca a boca, por telefones e no século XXI pela internet.

Em resposta Congresso Nacional votou uma série de concessões e o governo brasileiro, em qualquer época, anuncia várias medidas para tentar atender às reivindicações dos manifestantes ou laçar uma cortina de fumaça para tentar manter-se no poder. 

Nos protestos da vez o poder público tomou medidas para tornado a corrupção como um crime hediondo, arquivado a chamada PEC 37 e proibido o voto secreto em votações para cassar o mandato de legisladores acusados de irregularidades. Houve também a revogação dos então recentes aumentos das tarifas nos transportes em várias cidades do país, com a volta aos preços anteriores ao movimento. Mas quem vai pagar a conta? O povo. Já que o poder público vai bancar o aumento, ou seja, nos vamos pagar indiretamente. Para dar uma falsa resposta o Governo lançou a proposta da Reforma Política. Quem pediu? O povo quer a Reforma Tributaria, mas a coragem do congresso acabou, como acabou a vontade do povo em ir para as ruas.    
  
O voto hoje é direto, Collor saiu, a PEC 37 nem teve chance, aumentos das tarifas nos transportes se foi...

Mas o que foi mudou alem disso?

NADA. Inimigos do voto direto continuam no poder e/ou deixam para os filhos e netos, Collor e Sarney (o presidente da inflação) também estão no poder, o aumento ficou por conta do povo, O Ministério Público sucateado.... ou seja, Nada mudou. 

Mas de quem é culpa?

Do povo. Sim do mesmo povo que foi às ruas e continua votando, não pela proposta solida, mas pela promessa de emprego, de dinheiro, de comida ou até de cachaça. 

O quem vem para o futuro?

80% dos deputados estaduais serão re-eleitos, 90% dos deputados Federais, vereadores também serão.
O gigante acordou? Levantou-se do berço esplendido? Ou foi um breve despertar? 

sexta-feira, 28 de junho de 2013

TelexFREE: Entre denuncias e Protestos.

A denuncia agora é MP lavagem de dinheiro. O Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado do Acre (MP/AC), instaurou inquérito para apurar se as atividades da Telexfree envolvem práticas de crimes contra a economia popular, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. A empresa já vinha sendo investigada pelo MP/AC, por meio da Promotoria de Defesa do Consumidor, sob suspeita de atuar em pirâmide financeira. Agora, a Telexfree passou a ser investigada também na esfera penal. Segundo o promotor da Gaeco, Danilo Lovisaro, o material levantado pelo MP/AC deu base para a composição do inquérito policial. A documentação foi encaminhada para a delegacia de Combate ao Crime Organizado, na última sexta-feira (21). 

Um exemplo disso é o caso da cabeleireira Ana de Fátima, de 47 anos. Ela é divulgadora da Telexfree há dois meses e vendeu um automóvel que possuía para investir todo o valor na empresa pensando na formação profissional do filho, que estuda o último ano do curso de medicina em uma faculdade da Bolívia.
Estou sem dinheiro e sem carro. (...), caso os pagamentos continuem bloqueados eu não sei o que será do futuro já que a renda que tira como cabeleireira não é suficiente para custear o ensino do meu filho e o sustento mensal da família.

Divulgadores da Telexfree no Rio Grande do Norte estão buscando a via judicial para reaver investimentos após a decisão do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), que manteve nesta segunda-feira (24) uma liminar proibindo os pagamentos e novas adesões à empresa. De acordo com os advogados Alexandre Rêgo, André Araújo, Márcio Maia e Thiago Almeida, 15 clientes já procuraram o escritório deles para tentar garantir o reembolso do dinheiro investido na Telexfree.

Uma Verdadeira romaria de advogados estão indo ao Acre para analisar o processo por inteiro para entrar com ações que garantam o direito do recebimento dos valores. "Como terceiros nesse processo, os divulgadores possuem esse direito", diz Araújo. De acordo com ele, a decisão do Acre teve efeito de bloqueio para todos os divulgadores do país, que não podem efetuar os saques das contas e cadastrar novas pessoas.

 "Uma parte desta investigação que instrui o inquérito policial já vem daquela que compõe o inquérito civil, que deu base às medidas judiciais tomadas pela Promotoria do Consumidor. Certamente, a partir da semana que vem pessoas começam a ser ouvidas na Delegacia de Combate ao Crime Organizado e diligências serão feitas para investigar os fatos", explica o promotor. 

O inquérito está sob responsabilidade do delegado Nilton Boscaro. De acordo com o advogado Fouchs não existe regulamentação para a atividade de marketing multnível no Brasil, portanto, a Telexfree não pode ser acusada de fazer algo ilegal. "O artigo 5º da Constituição diz o seguinte 'nada é proibido se não em virtude de lei'. Se o próprio Congresso Nacional tem um projeto de lei sobre marketing direto engavetado e não põe para votar e regular o setor, não poderia jamais um juiz na ponta da caneta ultrapassar a competência que nem o presidente da República tem, para decidir e normatizar sozinho na ponta da caneta", explica. Shawke Lira é um dos primeiros divulgadores da empresa no estado do Acre. 

Segundo ele "Falo como divulgador e não como representante da empresa. Mas o que eu pude observar conversando com o diretor é que todos estão muito calmos, muito tranquilos, passam uma confiança muito grande para a gente", afirmou o empresário. A Telexfree está se dispondo a apresentar todo o tipo de documentação que prova a legalidade do seu trabalho", acrescentou.O divulgador pediu ainda, que as manifestações sejam de forma pacífica e sem atacar a justiça. "Não vamos afrontar o ego dessas pessoas. Nós temos que ter tranquilidade, sabedoria, inteligência e usar os meios que nós temos para ter vitória para todo mundo. Escutem nossas orientações", pediu. Em Vitoria ES, Dezenas de divulgadores da Telexfree saíram em carreata no início da tarde desta sexta-feira (28), em Vitória, para protestar contra a decisão da justiça do Acre, que suspendeu pagamentos e novas adesões à empresa. Eles saíram da Praça dos Namorados, na Praia do Canto, seguiram pela avenida Dante Michelini e retornaram em direção à sede da empresa, na avenida Nossa Senhora dos Navegantes, na Enseada do Suá. A manifestação durou cerca de uma hora. Segundo os divulgadores, a intenção é defender a empresa. 

O Ministério da Justiça informou, nesta sexta-feira (28), que o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) da Secretaria Nacional do Consumidor também instaurou um processo administrativo contra a empresa. Agora, a Telexfree passou a ser investigada também na esfera penal. Segundo o promotor da Gaeco, Danilo Lovisaro, o material levantado pelo MP/AC deu base para a composição do inquérito policial. A documentação foi encaminhada para a delegacia de Combate ao Crime Organizado, na última sexta-feira (21). 

Domingo (30), no Fantástico, você vai entender como funciona essa rede e por que ela pode estar lesando os consumidores.

Entenda a suposta fraude 

O que é a Telexfree? 
A empresa Ympactus Comercial Ltda. ME, conhecida pelo nome fantasia Telexfree, com sede no Brasil no Espírito Santo, diz atuar com prestação de serviços de telefonia VoIP (por meio da internet) 

Divulgação do produto 

Para tornar o serviço conhecido, a empresa vende pacotes a "divulgadores", que compram e revendem contas e "recrutam" novos revendedores. A divulgação é feita principalmente pela internet. 

Compra de direito 

Para tornar-se um divulgador, o interessado precisa pagar uma taxa de adesão e comprar os pacotes de contas, que custam a partir de US$ 289. Ele convence outras pessoas a participarem, que também investem dinheiro, e proporcionam comissão a quem convidou. 

'Pirâmide Financeira' 

Avaliações do MPF e do Ministério da fazenda apontam que a atividade comercial da empresa não é sustentável no longo prazo e evidencia prática conhecida como "pirâmide financeira", o que é considerado crime contra a economia popular 

Investigações 

O caso é investigado pelos MPs de ao menos 7 estados (Acre, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso, Minas Gerais, Pernambuco e Santa Catarina)