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quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Cresce o número dos brasileiros ‘nem nem’

A redução na taxa de desemprego na passagem de outubro para novembro foi causada pela migração de indivíduos para a inatividade e não pela geração de postos de trabalho, apontou a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa de desemprego em novembro atingiu a mínima histórica e ficou em 4,6%.

"O que a gente vê aqui é a redução da desocupação em função do aumento da inatividade. Então não houve aumento do número de postos de trabalho. O que houve foi aumento das pessoas que passaram para a inatividade", ressaltou Cimar Azeredo, gerente da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE.

O aumento expressivo na inatividade registrado em novembro é explicado pelo crescimento da faixa da população que não trabalha nem quer ter um emprego, segundo o IBGE. O fenômeno já tinha sido observado no mês anterior.

Na pesquisa, o número de pessoas que não trabalham nem queriam trabalhar passou de 16,725 milhões em outubro para 16,851 milhões em novembro. Em novembro de 2012, esse contingente de pessoas totalizava 15,880 milhões.

Entre as possíveis explicações para o aumento do desinteresse pela busca de emprego estão ajustes já feitos para trabalhos temporários a partir de dezembro, ou o aumento do rendimento, que proporciona a jovens, mulheres e idosos não precisarem mais trabalhar para complementar a renda familiar.

"Há migração no contingente de desocupados para a inatividade. O motivo dessa migração a gente só vai ter quando tivermos os dados de dezembro", insistiu Cimar Azeredo, gerente da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE.

O número de pessoas consideradas em desalento - aquelas que desistiram de procurar emprego porque acham que não vão conseguir - dobrou na passagem de outubro para novembro. No entanto, o número ainda é bastante reduzido: em outubro, havia 3 mil pessoas em situação de desalento, enquanto em novembro esse número passou para 6 mil pessoas. "Esse número é tão pequeno, não é significativo", ressaltou Azeredo.

Em novembro de 2012, os desalentados somavam 10 mil indivíduos. "O número de desalentados é volátil demais, num mês dá 6 mil, no outro pode passar para 12 mil", alertou o pesquisador.

Fonte: Estadao

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Novas regras para o Seguro-Desemprego


Com a finalidade de combater fraudes e reduzir custos no pagamento seguro-desemprego, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) inicia nesta sexta-feira (1º) a implementação de uma série de medidas no pagamento do benefício.

A partir de agora, ao solicitar o Seguro-Desemprego pela segunda vez num período de 10 anos, o sistema Mais Emprego, do MTE, vai considerar o trabalhador candidato prioritário aos cursos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). Antes, essa exigência era no terceiro pedido no período de dez anos.

A realização da pré-matrícula do trabalhador nos cursos será de forma automática no Portal que comunicará ao Ministério da Educação (MEC) e ao próprio órgão que o beneficiário necessita fazer curso de qualificação profissional para receber o benefício. Esta solução visa assegurar o controle de matriculados e não matriculados, frequência e evasão permitindo, quando for o caso, o cancelamento automático do benefício caso o trabalhador não freqüente o curso no qual está inscrito.

O MTE anuncia ainda mudança no pagamento do Seguro-Desemprego ao pescador artesanal, com a implantação de aplicativo informatizado no Portal Mais Emprego que exige, na rotina diária de habilitação ao Seguro-Desemprego – Pescador Artesanal, a validação dos computadores da rede de atendimento por parte dos chefes e gerentes de postos.

As mudanças ocorrem, segundo o secretário de Políticas Públicas de Emprego, Silvani Pereira, após a realização de vários testes e de um programa piloto em parceria com a Dataprev. “A Secretaria de Políticas Públicas de Emprego (SPPE) vai colocar em execução a implementação das soluções via Portal MTE – Mais Emprego que garantirá maior segurança e facilita a realização de cursos de qualificação pelos beneficiários do programa”, salientou.

A nova rotina no pagamento do Seguro ao pescador artesanal, segundo o secretário, impedirá que usuários acessem o Portal e façam inserção de requerimentos ou outra ação via computadores não autorizados. “Isso vai minimizar o risco de captura de dados por fraudadores e a inserção indevida de requerimentos”, avaliou.

Fonte: MTE